#COTAS EM FOCO

A Ordem dos Advogados do Brasil – Secção Amapá, através da Comissão Especial de Igualdade Racial-OAB/AP, realizou nesta segunda feira (11), o II Fórum de Diálogos da Política de Igualdade Racial: #cotasemfoco, onde o ponto principal foi a reserva de vagas para negros em concurso público (cotas), que não vem sendo respeitada pelo governo do …

Direito a Comunicação e Minorias

turma de jornalismo unifap

Sábado (26) a turma 2016 de jornalismo da UNIFAP (Universidade Federal do Amapá), realizou um debate: Direito à Comunicação e às Minorias Negros e Povos Indígenas. Na oportunidade fiz uma explanação de minha participação no projeto mídia dos povos, andanças e experiencia compartilhada numa dinâmica de interação de aprendizado mutuo .

Entenda – Mídia dos Povos é um projeto que busca integrar povos tradicionais e coletivos de mídia  visando a formação de uma rede de comunicadores amazônicos. Um trabalho que une tecnologias ancestrais e contemporâneas, com a tônica na comunicação livre, alternativa e comunitária. Por meio de ações de apropriação tecnológica e incentivo à formação junto de comunidades indígenas, quilombolas, extrativistas e ribeirinho,  foi iniciado em 2015 um processo de mobilização midiática em territórios constantemente afetados por questões sócio-ambientais.

Ressalto “A comunicação foi fundamental para a liberdade da população transmigrada de forma desumana, etnias rivais e falando de forma diferente, o canto e a dança ecoou no navio tumbeiro, forçados a dança para desentorpecer a dor do banzo, foi nessa linha que dialoguei, apresentei minha compreensão a cerca desse tema”.

Numas das perguntas, ficou a indagação do porquê? O nosso marabaixo, batuque e outras manifestações culturais do Amapá não são conhecidas pela grande mídia? Como que as musicas -”ladrões e bandaias” do marabaixo e do batuque é particular aos detentores dessa cultura?

Nos falta a apropriação das ferramentas tecnológicas disponíveis que são tidas como inacessíveis, coisa que o projeto Mídia dos Povos vem mostrando que não é. Afinal, comunicação é direito fundamental e se tratando de indígenas e quilombolas é fundamental que essa seja lúdica e compreensível, pois a legislação torna-se confusa diante de direitos sem compreensão, dando margem aos “afro – convenientes e índio – conveniência”, parabéns a turma de jornalismo que esse encontro se repita e torne a comunicação um direito de todos.

Palavras-chave:  Direito à comunicação, Comunicação Comunitária, Projeto Mídia dos Povos, comunicação indígena, comunicação quilombola.

chamado a todas as organizações do povo negro do Estado do Amapá e do Brasil, para se juntarem a essa luta

A lei 12.990/2014 que prevê reserva 20% das vagas de concursos para negros/as foi objeto de amplo debate na sociedade brasileira, até que o Supremo Tribunal Federal (STF) declarar sua constitucionalidade. Ainda que a matéria apreciada no Supremo, a partir do pedido feito pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, já esteja pacificada …

Amarc discute rádio e direito à comunicação com povos da Amazônia

Direito à comunicação, ancestralidade, radiojornalismo, construção de transmissores e colocar uma rádio no ar. Entre os dias 24 e 28 de julho, aconteceu o último encontro do projeto Mídia dos Povos, realizado pela Amarc Brasil (Associação Mundial de Rádios Comunitárias), na aldeia Marajaí, no Amazonas. Mais de 30 indígenas, quilombolas e ribeirinhos participaram das diversas …

Analisando a conjuntura indígena: o que está evidente nas propostas legislativas

Muito embora o cenário brasileiro seja de descaso, violência e desrespeito aos povos indígenas, há muita força, resistência e esperança na luta em defesa de seus direitos. Assim foi conduzido o primeiro ano do projeto “Garantindo a defesa de direitos e a cidadania dos povos indígenas do médio rio Solimões e afluentes”, realizado pela Cáritas …

A Nave Rádio – um experimento radiofônico em 1001 imagens

A Nave Rádio transmitiu nos meses de maio/junho 2015 durante 5 dias do 8. Fórum Social Panamazônica. Juntos, mídia ativistas da Amazônia criaram diariamente uma nova programação. 5 dias de rádio, quer dizer: coberturas criticas, improvisação, participação ativa do público, música ao vivo, mulheres poderosas, mitos indígenas, software libre, artesania e muito mais. Este slideshow …